Conheça quem já transformou sua vida aprendendo alemão com a Berlinguas.
Antes: Meu alemão era muito básico. Tive três anos de alemão no ensino fundamental, mas cheguei à Alemanha com 28 anos — já tinham se passado muitos anos sem contato com a língua. Não conseguia fazer nada sozinha, sempre dependia do Google Tradutor.
Me cansei de ficar nervosa e ansiosa toda vez que precisava interagir com alguém — consultas médicas, situações de trabalho, questões burocráticas. Eu queria realmente me sentir parte da cultura. Esse processo começou quando engravidei, mas só consegui me dedicar de forma consistente depois do nascimento do meu segundo filho.
As aulas são bastante dinâmicas e trazem temas atuais. O que mais me ajuda a manter a motivação é perceber minha evolução ao longo do tempo — depois de 3 meses, 6 meses, 1 ano, consigo olhar para trás e ver o quanto evoluí.
Hoje: Consigo, de forma quase natural, falar ao telefone, ir a consultas e resolver questões burocráticas sem nervosismo. Me sinto muito mais integrada à cultura e mais segura nas interações do dia a dia.
Antes: Quando cheguei à Alemanha há 6 anos, o meu alemão era de nível A1.2. Não conseguia fazer praticamente nada sozinha — precisava dos meus familiares que vivem aqui para me ajudarem em tudo.
Comecei logo com os cursos de alemão pois sabia que sem a língua não ia conseguir ter um trabalho na Alemanha. Vim com o meu falecido marido e a minha filha, mas não tinha trabalho.
O que me lembro quando penso nas aulas é que eram sempre divertidas. A minha motivação foi sempre dar uma vida melhor para a minha filha.
Hoje: Consigo ser independente — que era o que parecia que eu não tinha quando não conseguia falar a língua. Independência. Já não tenho vergonha de falar e consigo ter uma vida normal, apesar de ainda ter sotaque. Estou a pensar fazer a cidadania alemã.
Eu diria que encontrei a Berlinguas na pior fase da minha vida e que ela ajudou a tornar a minha vida mais fácil e a conseguir mais tarde o trabalho que eu queria fazer e poder dar à minha filha uma vida melhor.
Antes: Passei por duas escolas famosas na Alemanha. Em ambas, travei. Não conseguia avançar além do básico — era como bater numa parede toda semana. Frustração, tristeza, e a sensação de que talvez alemão não fosse para mim. Para piorar, no meu trabalho eu só falo inglês, então não tinha contato com alemão no dia a dia — o que dificultava ainda mais minha evolução.
Enquanto isso, a vida continuava exigindo. Meu filho precisava entrar na Kita e eu dependia de vizinhos para ligar e buscar vagas por mim. Nas reuniões com a diretora da escola, levava amigos para traduzir. Quando comprei minha casa em Fürstenwalde, tive que levar um amigo como tradutor para assinar os documentos. Cada burocracia era um favor que eu precisava pedir. Cada ligação era uma barreira.
Após 8 meses estudando, aconteceu o momento que mudou tudo. Tive um problema sério na minha casa e precisei acionar o seguro. Liguei sozinho. Expliquei tudo em alemão — o que aconteceu, o que eu precisava, os detalhes técnicos.
Hoje: Estou no nível B1. Vou às reuniões de pais do meu filho — que está no 2º ano — e entendo tudo. Resolvo burocracias sozinho. Converso com meus vizinhos naturalmente — eles me entendem e eu os entendo. Antes era tudo por mímica, porque eles não falam inglês, só alemão. Me sinto livre, mais à vontade, e agora com um novo foco: avançar ainda mais.
A Berlinguas mudou minha vida. Não é exagero. Onde antes havia barreira, frustração, tristeza e dependência constante de amigos e vizinhos, hoje há confiança, liberdade e orgulho. O Marco me ajudou a derrubar a muralha que me separava da minha vida na Alemanha. Eu finalmente vivo aqui de verdade — não apenas existo.
Antes: Alemão inexistente. Aprendi "danke" e "bitte" no voo do Brasil para cá. Usava o tradutor até para achar o sal no supermercado.
Tentei aprender com nativos em sites de troca de idiomas — várias tentativas frustradas. Percebi o óbvio: saber falar alemão não significa saber ensinar alemão. Bater papo 1 ou 2 horas por semana com um falante não funcionou.
Hoje: Consigo ter uma conversa básica e tenho consciência dos meus erros. Gosto de entender os textos ao meu redor — coisas bobas como um outdoor. Entender telefonemas básicos, agendar uma consulta, falar o básico sem mudar para o inglês é muito bom.
Estou trabalhando e pensando em tirar a cidadania alemã.
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